'Cantinho MaiSUm'

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Somos em 7 bilhões de várias idades, etnias, gostos e cortes de cabelo.
Aprendemos a escrever, falar, signos diversos de comunicação e mesmo assim sempre vai faltar aquela palavra. Nem sempre conseguiremos nos expressar.
Nos encontraremos diversas vezes no meio da multidão e iremos para casa tentando se encontrar.
Olharemos fundo em vários olhos tentando procurar um sinal de amor, carinho, raiva, afeto ou tédio. Tentaremos salvar o impossível, mais vezes do que se é possível. Salvar o namoro, salvar o casamento dos pais, salvar aquele bolo queimado, o campeonato perdido ou a unha quebrada. Tentaremos nos salvar.
Quem nunca olhou para o passado e quis mudar tudo? Quem nunca quis tomar aquela decisão por outro? Quem nunca disse ” Fique “. Ou deixou de falar.

Vivemos em média 70 anos, alguns tem medo da velhice, já outros tentam acabar de todas as formas com a juventude. De qualquer forma, temos em média 70 anos para fazer algo, deixar algo ou esperar que alguém se lembre do nosso enterro. Derramaremos cerca de 40 litros de lágrimas de cada olho, daremos em média 700 voltas em torno da Terra em passos médios, teremos de 2 a 3 filhos.
É um curto espaço de tempo, vivemos menos que cadeiras, Luís XVI que o diga.

Teremos aquele grande amor, que vai marcar como ferro e mesmo assim aquela pessoa não é única, porque se conhecêssemos melhor todas as pessoas do mundo, teríamos vários “Grande Amor”.
São tantas chances que deixaremos escapar que deveria haver uma caixa para isso, algo como ” Aqui jaz uma chance que nunca conheci” . Ainda acho que esse é o conceito da caixa de Pandora.

Hoje enviaremos 300 bilhões de emails, 19 bilhões de mensagens de textos e digitaremos mais de 1 trilhão ( 1 milhão de bilhões ) de palavras e mesmo assim nos sentiremos só.

Há um antigo mito chinês sobre O Fio Vermelho do Destino. Dizem que os Deuses prendem o fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e conectam a todas as pessoas que cuja a vida estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar-se ou emaranhar-se. Mas nunca irá partir

Calem a boca, nordestinos! (corrigido)
Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.

As pessoas realmente se preocupam com a felicidade, em estar sempre em busca dela. Mas não se dão conta que ela está nas pequenas coisas que as fazem sentir-se bem na integra. No filme brasileiro atual “As melhores coisas do mundo” onde o texto é rodado sobre a fase adolescente cheia se surpresas, dúvidas, achismos, decepções, descobertas e desafios, podemos perceber a vida não é feita de momentos felizes o tempo todo [nem nos filmes] e isso não nos torna menos ou mais felizes que os outros. Trazendo a saudosista nostalgia que nos faz lembrar que a cada dia superamos um obstáculo e que retiramos desses momentos a força para enfrentar o futuro – encarada no filme como a fase adulta.

O filme surpreende pois com a aparência de bobo trata da realidade atual no qual nos deparamos com fatores que nos afastam da nossa essência, como o preconceito, o individualismo, enfim, do drama que fazemos com vida. Além de trazer de volta as lembranças das paixonites, dos bilhetinhos, de tocar violão com os amigos, da forma em que víamos a vida, das coisas tão simples que nos faziam tão bem e que hoje não percebemos porque estamos muito preocupados com as tarefas de ser adulto. E que o pequeno príncipe resgata em sua frase clichê: O essencial é invisível aos olhos, que é o que nos faz felizes de verdade.

 “Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. É só mais complicado”. Frase dita no filme pelo protagonista.

Então, todos os dias coisas diferentes nos fazem felizes, temos necessidades mesmo que fúteis a todo o tempo, o segredo da tal felicidade está em aproveitar essas situações que ficaram e que ficarão marcadas na memória para sempre como uma lembrança saudável do tempo que não volta mais. Ser feliz é estar bem consigo mesmo, é enfim resgatar o que é essencial e colocar na lista das melhores coisas no mundo, que de fato, é o que nos torna felizes.

Depois de três anos em branco, recebemos a graça de ter Los Hermanos novamente em nosso palco. Nesse domingo 17/10 e segunda-feira 18/10 tivemos na Concha Acústica em um dos shows mais esperados do ano a bossa nova tão querida que não reclamamos de ser usada. Com suas dancinhas, serpentinas, confetes, bom humor e grandes hits para agitar o público que estava bastante excitado ao reencontrar a banda.

 

Com certeza o show d’Los Hermanos teve um marco inesquecível composto por muita vibração. Por se tratar de uma mini-turnê que não garante a volta definitiva da banda, deixou um gostinho de “carpe diem” – aproveite o momento – para quem viveu as quase duas horas de festa perto dos seus ídolos.

O show dos Los Hermanos contou com os sucessos: O Vencedor, Retrato pra Iaiá, O Vento, Além do que se vê, Todo Carnaval tem seu fim, Primeiro Andar, A Outra, Morena, Um Par, Cara Estranho, Condicional, Sentimental, Pois é, Paquetá, Tá Bom, Do Sétimo Andar, Conversa de Botas Batidas, O Velho e o Moço, De onde vem a calma, Último Romance, Pierrot, Deixa o Verão e A Flor.

Com ingressos esgotados há menos de 2h vendas não é difícil imaginar a anciosidade dos fãs que chegaram a Concha Acústica no início da tarde e compuseram uma fila quilométrica para entrarem no show. A organização do evento se mostrou bastante organizada, pois mesmo com a quantidade de pessoas que fizeram lotar o espaço – deixando a festa mais emocionante – foi bastante rígida com ilegalidades encontradas, como identificação falsas e comprovantes.

Os Hermanos estavam tão à vontade no palco que os fãs ficaram satisfeitos com que viram, era como essa volta do grupo fosse definitiva e esse show fosse a entrada do que ainda virá. Já que a banda transmitiu o gás de estar dispostos em recuperar a pausa dada. Camelo disse está muito feliz de tocar em Salvador, após ter se emocionado em ver a Concha iluminada só com visores de celulares ao cantar a música sentimental em coro com público.

Houve quem conseguiu subir no palco para dar um abraço no Amarante, que depois brincou com Rodrigo Barba – que fez o mesmo, imitando a cena – com o seu bom senso humor. Eles estavam com tudo, fizeram da noite inesquecível para muitos que ali estavam, deixando um gostinho de quero mais, como o nome do show patrocinado pelo Bis, que diz que por ser irresistível é impossível ter um só.

O público baiano sabe como receber bem uma visita, por isso não é surpresa Salvador ter sido escolhida para realizar um dos quatro shows da banda. A banda veio de Recife, e já tinha se apresentado em Fortaleza e no SWU em São Paulo, escolhendo a capital baiana para finalizar com chave de ouro essa turnê realizada pelos hermanos.

Arde aqui dentro de mim uma pouca vontade
com gosto cortante de caco de vidro

 

Ócio leva à pessoa ficar louca, creio que estou nessa crise aí.. vou mudar o estilo do blog, pretendo para de falar de mim e falar sobre o cenário que curto como cinema e música. Espero ter sucesso..

See you..


O tempo está passando e percebo que ainda não me entreguei à vida alternativa.. dessa forma o meu [im]possível desejo de viver de modo alternativo em uma profissão díficil de se manter se distancia de projetos reais futuros..

O tempo se esgota e logo tenho que retornar à velha vida de correria, stress, pessoas mau-educadas que só enxergam os seus umbigos.. [:S] desde já já me sinto triste. Porém não se pode abandornar um projeto iniciado e dedicado há tempos por mim e pelos que apoiaram, mas será que meu estomagozinho aguentará voltar para o colo da mamãe e ir todo dia pra escola ver uma instituição de papel e sacanagem..? eis meu pesadelo temido..

Sei que quero viver do que estou fazendo agora, mas, sei também que aqui onde estou não é o meu lugar.. estou perdida apenas com o desejo de futuro nas mãos, buscando forças em sonhos e visões. Espero estar no caminho certo.

All this time they had me thinking
love’s a boat that’s long been sinking
but you made the claim
that taking a chance is embracing the change
i count my blessings knowing you will take me home


Dias sim.. dias não..

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Aqui se encontra..

Twittandooo..

Remexendo nas gavetas